Cirurgia Plástica
Câncer de pele e o papel do cirurgião plástico
Estamos em dezembro e durante esse mês a comunidade médica se reúne em prol de uma campanha muito importante: O Dezembro Laranja, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do Câncer de Pele.
Atualmente, ele é o mais frequente no país e atinge cerca de 180 mil pessoas por ano. No entanto, é extremamente importante ressaltar que esse tipo de câncer tem altíssimas chances de cura (mais de 90% quando diagnosticado no início). Por isso, é essencial ter em mente a importância de manter o acompanhamento periódico com um médico dermatologista.
E lembre-se: a prevenção também é muito importante! Não se esqueça de evitar a exposição solar das 10h às 16h e sempre passe e repasse o filtro solar ao longo do dia.
No artigo de hoje iremos tratar dessa questão e mostrar como o papel de um cirurgião plástico é fundamental para o tratamento do câncer de pele.
Mas, antes, precisamos conversar um pouco mais sobre a doença. Vamos começar?
Existem diversos tipos de canceres de pele, malignos e benignos. Entre os malignos, subdividimos em dois grandes grupos: o melanoma e o não-melanoma.
A origem dos melanomas está nas células que produzem melanina e, por isso, possuem uma maior capacidade de metástase, ou seja, de se espalhar para outro órgãos. São extremamente mais graves que os não melanomas.
Ele é mais comum em pacientes adultos e brancos. No entanto, também pode acometer pacientes negros ou mais novos, principalmente nas palmas das mãos ou planta dos pés, pois são as regiões mais claras do corpo.
É o tipo mais preocupante e o tratamento deve ser iniciado rapidamente, consistindo basicamente na detecção e extração precoce do tumor e o uso de medicamentos imunoterápicos.
Vale ressaltar que embora mais agressivo, esse tipo de câncer também é o mais raro e representa apenas 3% de todos os diagnósticos de câncer de pele.
Já os não melanomas, subdivididos em Carcinoma Basocelular e Carcinoma Espinocelular são os mais comum e responsáveis por até 30% de todos os tumores registrados no Brasil. No entanto, como já foi dito anteriormente, eles possuem grandes chances de cura.
Mas vale um alerta: embora possuam baixos níveis de letalidade, é muito importante lembrar que, se não receber o tratamento adequado, eles crescem e podem invadir tecidos localmente e deixando lesões muito profundas na pele e em estruturas profundas.
Primeiramente, precisamos entender que qualquer pessoa pode ter câncer de pele. Mas, algumas pessoas possuem fatores de risco que determinam uma maior probabilidade de vir a apresentar a doença.
Embora estas sejam características que aumentam as chances de desenvolvimento da doença, isso não descarta a possibilidade do surgimento de câncer de pele em outros pacientes.
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